Entrega de 472 Diplomas a licenciados em Malanje


Quatrocentos e setenta e dois canudos foram entregues na sexta-feira, dia 21 de Abril, a igual número de licenciados em pedagogia, enfermagem e medicina na província de Malanje, em cerimónia realizada no pavilhão palanca negra gigante, no bairro Vanvala, a sul desta capital.

A arena foi minúscula para o evento que outorgou certificados e diplomas a 274 pedagogos da Escola Superior Politécnica, 127 enfermeiros do Instituto Superior Politécnico e 71 médicos da Faculdade de Medicina locais.

O reitor da Universidade Lueji A’NKonde (ULAN), Carlos Yoba, que congrega unidade orgânicas implantadas nas províncias de Malanje, Lunda-Norte (sede) e Lunda-Sul, garantiu que no presente ano académico 3.723 estudantes estão matriculados nas 4 instituições do ensino superior públicos, sob orientação de 209 professores, dos quais 108 nacionais e 101 expatriados.

Neste ano académicos (2017) estão inscritos na Escola Superior Politécnica de Malanje (ESPM) “2.229 estudantes, o curso de pedagogia 729 estudantes, psicologia (553), matemática (253), sociologia (425), gestão hoteleira e turismo com 266, esse corpo estudantil é assegurado por 77 docentes, sendo 59 nacionais e 16 estrangeiros” e 54 funcionários administrativos. O Instituto Superior Politécnico de Malanje (ISPM) possui uma população de 882 indivíduos, dos quais 126 no curso de farmácia, 319 psicologia clínica e 437 de enfermagem.

O quadro docente é garantido por 49 docentes, entre os quais 38 expatriados (cubanos) e 11 nacionais.

Há mais antiga unidade orgânica da província, Faculdade de Medicinal de Malanje (FMM), adstrita a Universidade Lueji A’NKonde “conta com 454 estudantes”, com um corpo de professores de 65, “sendo 18 nacionais e 47 expatriados (cubanos), em termos de funcionários apresenta 56 administrativos”, esclareceu Carlos Yoba.

O instituto Superior de Tecnologia Agro-alimentar de Malanje (ISTAM) aberto de 2015 com 70 estudantes, actualmente possui uma comunidade académica de 158 estudantes e 20 docentes nacionais”, clarificou Carlos Yoba.

O responsável regional foi peremptório ao referir ser ingente a necessidade do executivo angolano em redobrar acções conducentes a melhoria das condições de trabalho para o ensino superior, “isso circunscreve no nível qualitativo das infra-estruturas que limita em grande medida a nossa capacidade de resposta a elevada demanda dos nossos serviços por parte do nosso público”.

Independente dos constrangimentos, o Professor-doutor garantiu a continuidade das tarefas com firmeza “rumo ao desenvolvimento sustentável da República de Angola”, com elevada qualidade e capacidade requeridas para dignificar os anseios profissionais dos finalistas e a satisfação das aspirações dos angolanos.

O juramento à humanização

Os médicos juraram solenemente consagrar à vida ao serviço da humanidade, a respeitar as vítimas humanas, exercer a arte com consciência e dignidade, venerando Hipócritas, patrono da medicina.

 À frente do director provincial da Saúde, os novos membros da classe assumiram que a saúde do doente será a primeira preocupação, assim como sonegar os segredos mesmo após a morte de um paciente, entre as exigências e ordem consideradas tradicionais na tradição médica.

 Os seguidores de Florence Nightingale, através do docente Mateus Ferreira, comprometeram-se na presença de deus e da magna assembleia, dedicar a vida profissional ao serviço da humanidade, a respeitar a dignidade e os direitos da pessoa humana, exercendo igualmente a enfermagem com consciência e dedicação”.

“Guardar sempre os falecimentos e segredos que vos forem confiados?” questionou Ferreira, respondido prontamente respondido: Juro! Onde inclui o respeito da vida desde a concepção até à morte.

O respeito da ética e da moral, a preservação da honra, prestigio e tradicionais da classe de enfermeiros foram acerrimamente defendidos pelos novos enfermeiros de nível superior, que ao serem absorvidos no mercado nacional e local vão suprir o défice de quadros.

Numa mensagem de agradecimentos os novos quadros superiores reconheceram o empenho dos governos de Angola, com a implementação do Programa Nacional de Formação de Quadros (PNFQ) que agilizou a criação de 8 regiões académicas para a formação de estudantes em todo o território nacional e de Malanje, em particular, o governador Norberto Fernandes dos Santos pelo seu apoio incondicional, e que tem servido de mola impulsionadora na formação de nível superior localmente.

 “Evitando as constantes deslocações dos jovens em busca do saber em outras paragens do país ”, referiu a pedagoga Victória da Graça, lamentando que “muitos jovens perderam precocemente a vida e outros ficaram mutilados vítimas de acidentes de viação, quando se deslocavam por diferentes pontos do país em busca de formação de nível superior”.

Para os graúdos iniciou uma nova etapa pessoal, familiar e para a comunidade com a disponibilidade de novos médicos, enfermeiros e professores, onde a juventude como força motriz da sociedade deve manter-se unida e com sentimento patriótico.

O ministro do ensino superior, Professor-doutor António André Miguel, afirmou que o enfoque para a formação de quadros superiores para o desenvolvimento da sociedade malanjina era exclusivamente para a juventude até aos 22 anos de idade. Por orientação do chefe do executivo foi quebrado o dogma. Jovens e mais velhos ingressaram.

O titular interino do sector convidou os recém-formados a participarem do programa de melhoria do sistema educacional do país, pois como referiu, “a nossa educação vai bem, mas inúmeras críticas ainda recebemos de que a nossa educação vai mal. Vamos ter que convencer, esta é uma tarefa vossa para procuramos convencer não em discursos, não nas palavras mas na prática que a nossa educação está bem, e a nossa educação vai superar-se cada vez mais”.

 André Miguel que convidou os professores, os pedagogos para a tarefa que deve melhorar a qualidade de ensino na província de Malanje, referindo-se aos especialistas das ciências médicas e de enfermagem lembrou que Angola precisa um desenvolvimento multissectorial multidisciplinar e interdisciplinar. “Precisamos o conjunto de conhecimento, por que isso é que faz o todo, e só com o todo é que nos desenvolvemos devidamente”.

O ministro do Ensino Superior falou da expansão deste nível de ensino às comunidades do interior onde vivem angolanos e jovens que precisam do conhecimento científico, justificando o surgimento da ESPM, ISPM e o ISTAM fora da Universidade Lueji A’NKonde para corresponder com as especificidades da província.

A cerimónia foi antecedida pelas boas-vindas do vice-governador de Malanje para o sector político e social, Manuel Campo, ao afirmar que o 3º grupo de licenciados representa o investimento do executivo angolano na formação de quadros no referido nível, no país e na 4ª região académica, em particular, no âmbito do compromisso (…) assumido com a aprovação do PNFQ 2013/2017.

“Temos um compromisso a percorrer, sobretudo do ponto de vista qualitativo”, disse, justificando que “temos o mérito de conseguirmos indicadores animadores que nos levam a crer que estamos num bom caminho, e ao longo da caminhada continuaremos a buscar a excelência para garantirmos o desenvolvimento sustentável do nosso país”.

A contribuição da sociedade

O vice-governador Manuel Campo foi concreto ao reconhecer a participação do empresariado nacional com o investimento em instituições do ensino superior (a exemplos dos institutos superior politécnicos Cardeal Dom Alexandre de Nascimento [ISPCAN] e da Catepa [ISPCAT], mas obedecendo “os meandros prescritos na lei.

Reitora da Universidade Agostinho Neto, Professora-doutora Maria Sambo, os vice-governadores para o sector técnico e infra-estruturas do Uíge, Afonso Luviluku, e Malanje, Gabriel Pontes, os bastonários das ordens dos médicos, Carlos Alberto Pinto, e enfermeiros, Paulo Luvalo, directores gerais de instituições do ensino superior locais e das províncias circunvizinhas, deputados à Assembleia Nacional pelo círculo eleitoral local, estudantes e familiares, membros do governo, entidades eclesiásticas e autoridades tradicionais testemunharam o acto.

Director provincial do Serviço de Investigação Criminal, Samuel Ramos Peso na cerimónia
Director provincial do Serviço de Investigação Criminal, Samuel Ramos Peso na cerimónia
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Por: Isaías Soares